A partir das 22 horas deste domingo, o metrô para de funcionar até que a Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU) apresente nova proposta de aumento salarial para a categoria. A greve foi deflagrada na última quinta-feira, após assembleia na Estação Central. Com a proposta de reajuste de 5,5%, os metroviários decidiram cruzar os braços.
| Malu Cavalcanti/DP |
O movimento acontece de forma nacional, em seis estados e também aguarda o que será decidido em Brasília. Os metroviários pedem aumento de 10,25%, que representa a reposição inflacionária. Segundo o diretor do Sindicato dos Metroviários de Pernambuco (Sindmetro-PE), Eraldo Nogueira, a CBTU manteve a proposta inicial, inclusive com a retirada de benefícios. Nós pedimos até 9,28%, mas não podemos abrir mão dos nossos direitos já garantidos", informou Nogueira. Até este domingo o funcionamento do metrô segue normal.
Na terça-feira passada, o Sindmetro-PE aderiu ao Dia Nacional de Paralisações, de apoio à presidente Dilma Rousseff e contra o impeachment. Sem fazer greve por salários há três anos, os metroviários dizem que esperar da CBTU para evitar o desgaste de uma greve por tempo indeterminado. Após três rodadas de negociações, a companhia também teria cortado benefícios adquiridos em acordos anteriores, como o vale Cultura.
Atualmente, cerca de dois mil funcionários atuam nas 29 estações do metrô nas linhas Centro e Sul. Na terça-feira, eles foram parcialmente substituídos em uma operação-padrão que convocou um efetivo de emergência. Apesar disso, os usuários enfrentaram problemas nas Linhas Sul e Centro. Por falta de maquinistas, três das 14 composições (linhas Cajueiro Seco- Cabo de Santo Agostinho e Cajueiro Seco-Curado, em Jaboatão dos Guararapes) não foram operadas. Por conta disso, os intervalos subiram, de seis minutos para 10 minutos. Na Linha Centro, houve aumento no intervalo entre as composições de cinco minutos para, no mínimo, sete minutos.
Informações: Diário de Pernambuco
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